Sobre o Marxismo-leninismo
Camaradas, não devemos tornar o Marxismo-leninismo num dogma, numa teoria imutável e imortal, devemos ser cientes da mutabilidade dialética do mundo, tornar o Marxismo algo dogmático apenas o condenaria para as lacunas passadas da História. O Marxismo deve ser vivo!
Há quem poderia me acusar de revisionista, eu os rebato: não desejo abandonar o
Marxismo ou revisar o mesmo, pelo contrário, desejo aplicar seus fundamentos no
contexto material do presente, o Materialismo Dialético e a Luta de Classes é algo
primordial.
A teoria econômica, a análise do capitalismo, essa deve ser feita novamente,
atrevo-me a dizer que o capitalismo não só passou por mudanças apenas quantitativas,
mas também qualitativas.
A argumentação etapista deve ser abandonada, não reforçar o etnocentrismo
europeu presente na teoria marxista.
Deve-se fazer valer a Dialética e o Materialismo. Aceitar que o mundo é mutável,
logo as teorias científicas não podem ficar estagnadas, nos desviando da ótica
revolucionária, temos de desenvolver nossas ferramentas para melhor combater o
capitalismo financeiro e o imperialismo, principalmente a indústria petrolífera e o
mercado bancário e de ações.
Caso contrário, o Marxismo morrerá se continuar como dogma, deve-se
relembrar: Marxismo é ciência, Marxismo é Dialético, Marxismo é Materialista.
Estagnar a teoria socialista CIENTÍFICA, seria atrocidade tão grande para com os
teóricos de esquerda que nada melhor a demonstra do que as derrotas sucessivas que os
grupos de esquerda vêm sofrendo.
Pratique-se o socialismo! Que se erre o socialismo! Interprete o mundo! Criemos
novas teses, novos conceitos, deem à esquerda a ciência que foi abandonada. Deem à
esquerda a prática que foi tornada fútil. Apenas assim, e só assim, poderemos garantir a
segurança de nossa luta.
Escrito por André Molinari
dezembro de 2018

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